segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Xêro - Murillo Côrtes


De repente um beijo, e nada mais,
Foi mais que o bastante pra eu não poder voltar atrás,
Encaixe perfeito, como num lego colorido,
Uma gana boa, um sussuro no ouvido.

O amor te pegou vê se não ignora,
Desiste de tudo e me escuta agora.

Fica mais, me dá um xêro?
Quero ficar pra sempre nesse amor de fevereiro,
Quente, fervente, indecente como num carnaval sem fim,
Promete que vai ser sempre assim,
Só pra mim.

Tudo exagerado, nem deu tempo pra pensar,
Tudo foi tão rápido, no tempo de um simples jantar,
Mas eu sou assim, desesperado de paixão,
Eu sou sempre assim, como uma noite de verão.

O amor te pegou vê se não ignora,
Desiste de tudo e me escuta agora.

Fica mais, me dá um xêro?
Quero ficar pra sempre nesse amor de fevereiro,
Quente, fervente, indecente como num carnaval sem fim,
Promete que vai ser sempre assim,
Só pra mim.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Blues de outros ventos - Murillo Côrtes


Sonhos são lembranças, são eternos,
Sonhos são heranças...
Abri meus olhos e sabia,
Sentir o som, era o que eu queria.
Sem esse dom, não viveria.

Então sente a batida do bumbo no coração,
Sente esses calos de guitarra na minha mão,
Isso é pra você, só basta você aceitar,
Minha guitarra só grita se você me inspirar.

Meu blues foi tirado de um sonho, o meu blues saiu de você,
Todo solo perdido é um engano, é um retrato de um nobre querer,
Esquecido nas linhas do tempo, como um abraço aquecido no inverno,
Cada passo que dá contra o vento, chega um pouco mais perto do inferno.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Suicida - Murillo Côrtes Oliveira



Sem permissão você sai, e eu já sinto um vazio,
Te imagino sozinho, sem amores, com frio,
Se entregando de novo pra ela,
A adorando sem medo, rezando sem vela,
Sua vida se encurta, seu romance te chuta,
Me escuta,
Se em algum dia eu te fechar todas as portas,
Não adianta chorar que eu não abro a janela.

Quando você perceber já será muito tarde,
Seu relógio é mais rápido, sem bipar, sem alarde,
Sua prova de amor é doída,
Sem remorso nenhum, ela te pede sua vida,
Suicida,
Espero que saiba que na casa onde ela mora,
Não adianta querer ir embora, não existe saída.

Quando se olha no espelho você a nomina,
Ela te maltrata, você não imagina,.
Arranque as correntes onde ela te domina.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Italiano - Murillo Côrtes Oliveira


[valsa]

Eu falo poesia e você português,

Num fala em nada mas tudo parece que o Drummond que fez,

Se enrola, me enrola, enrola meu braço no teu,

Minha mente confusa não diferencia o que meu e o que é seu.


Eu sei violão e você italiano,

Você mama mia e eu escondo os acordes embaixo do pano,

Me esconde, se esconde, esconde suas gueixas em mim,

Se és musa perfeita, se eu mostro minhas rimas nos levo pro fim.


[rock sujo, acordes rebuscados]

Eu falo verdade e você é engano,

Eu crio canções e você só sabe seguir com seu plano,

E cria, se cria, copia meus versos enfim,

Mas o blues que canto, com certeza só mexe se é tocado assim...



[blues, com um belo solo]



[bis]

terça-feira, 19 de julho de 2011

Te trocando por mim - Murillo Côrtes



Será que você já cansou de sofrer, e agora quer voltar pra mim?
Você tem seus livros, e eu ainda muitas canções,
Não escrevo nada se não for pra que você leia,
Eu só quero com acordes, conseguir fazer que você creia,

Que eu me entrego, eu me troco, eu mudo,
Eu não sou nada sem você,
Dou dinheiro, sucesso, fama, tudo,
Pra te ter.

Então volta, se entrega pra mim,
me diz as suas frases de intelectual,
Então diga, qualquer coisa assim,
que me faça querer ser tão normal.

Será que é hora de voltar, e largar tudo que temos pra fazer?
Você tem suas páginas, e eu as minhas notas,
Pra que livros, se podemos viver nossa próprias história de amor,
O que são canções, se não lembranças de um imenso romance sem pudor.

E eu me entrego, eu me troco, eu mudo,
Eu não sou nada sem você,
Dou dinheiro, sucesso, fama, tudo,
Pra te ter.

Então volta, se entrega pra mim,
me diz as suas frases de intelectual,
Então diga, qualquer coisa assim,
que me faça querer ser tão normal.

Companheiro de emoções - Murillo Côrtes Oliveira



Tudo começou com uma amizade de verão,
Você se encrencava com a troca da estação,
O sol se refletia, nos seus olhos de mulher,
Uma menina tão madura consegue tudo que se quer,

Mas os anos se passaram, e os sonhos se afastaram,
Uma escolha diferente basta pra nos separar,
Toda simpatia você levou com você,
E só me sobraram acordes pra me lembrar como é ser...

Seu amigo, seu companheiro de emoções,
Saber dividir, todos romances e paixões,
Seu amigo, o seu porto seguro,
A palavra certa, pra te tirar de cima do muro.

Com o tempo veio a tona, toda saudade de você,
E nos reencontramos pra relembrar todo o prazer,
E o sol se refletia, nos seus olhos de criança,
Uma mulher tão inocente, dita o ritmo da dança.

E entre uma conversa e outra eu me lembrei de como é ser,
Uma pessoa tão completa como posso parecer,
E hoje eu agradeço, por tudo que você faz,
E só mesmo me esforçando, eu posso ser bem mais capaz

De ser...
Seu amigo, seu companheiro de paixão,
Não ser tão racional, e se levar pela emoção,
Seu amigo, dividindo o seu futuro,
Só de uma amizade, pra se formar um amor,
Tão MADURO!



Texto dedicado a minha irmã Giovanna Degane.
Obrigado por ser o meu porto seguro.
Você é #brotheria DE VERDADE.
Te amo minha amiga.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Balada da rotina - Murillo Côrtes Oliveira


Nanananana, nananananananana,
Nanananana, nananananananana,
Nanananana, nananananananana,
Nanananana...

Era pra ser simples, nenhum motivo pra brigar,
Pra ser perfeito, nada podia estragar,
Romance calmo, futebol, cerveja e sofá,
Rotina dura, eu só queria trabalhar.

Mas veio o verão, o sol, o mar, os biquinis e as tangas,
E uma vontade louca de sair pro calçadão e vê-las desfilar,
Veio a Lapa, Copacabana, Botafogo, Flamengo e o rock com samba
E eu só querendo sair pela nigth, gastar meu dinheiro e vadiar.

Mas chego em casa e te vejo, e tudo isso já passou,
Minha balada é no sofá, filme, novela e cobertor,
Minha bohemia é na janela, vendo o lindo sol se pôr,
E eu não preciso de mais nada, só da minha nega o meu amor.

Nanananana, nananananananana,
Nanananana, nananananananana,
Nanananana, nananananananana,
Nanananana...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mar aberto - Murillo Côrtes Oliveira



O leme que leva ao encontro da malícia,
O remo já não me importa, posso usar as mãos,
Eu bato na sua porta e imploro morta por suas carícias,
É tanto que dá cansaço, me cansa os braços tanto tesão.

Sua consciência te engana,
Você se engana sacana,
Já não se indaga nem nada,
Já não se ama e nem quer ser amada.

O peso do seu passado já é passado não tem perdão,
O tempo já foi escrito, já foi-se o tempo que era em vão,
Por quando arranho as costas por tanto gostas do meu colchão,
Mas quando diz que me gosta já não me enconsta
nas suas mãos.

Sua consciência te engana,
Você se engana sacana,
Já não se indaga nem nada,
Já não se ama e nem quer ser amada.

Eterno - Murillo Côrtes Oliveira



Como um vento que sopra e me arrepia o corpo,
Segura minhas mãos, és meu guia, és meu porto,
É como se o relógio voltasse, e parasse num momento
Onde ontem é amanhã, empurrado pelo vento.

Que seja minha amiga, companheira ou amante,
Seja agora, seja futuro, pois sei, és viajante,
E o tempo não vale, é apenas instante,
O tempo é eterno, o tempo é constante.

Eu vou te tocar, contra as leis do universo,
Será a música só uma nota, e a poesia um só verso?
Uma vida um sopro, uma briga um segundo,
Um amor é eterno, seja nesse ou outro mundo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sonho vil - Murillo Côrtes & Juninho Joker


Você não mudou em nada,
E isso seria uma qualidade se eu também não tivesse mudado,
E não foi você que me mudou,
E agora se sente como se o mundo tivesse parado.

Os pensamentos inconstantes, as memórias tão marcantes,
Mas o que era novo já sumiu, ficou velho, já partiu
Nós não somos mais amantes, em nossos sonhos incessantes,
o que era certeza já diminuiu e o que era princípio agora é vil.

Não te vejo mais no meu futuro,
Te vejo olhando pros dois lados, sempre em cima do muro,
Escreve poesias, diz que me ama,
Mas um dia ao seu lado mais parece uma semana.

Os pensamentos inconstantes, as memórias tão marcantes,
Mas o que era novo já sumiu, ficou velho, já partiu
Nós não somos mais amantes, em nossos sonhos incessantes,
o que amor já diminuiu e o que era princípio agora é vil.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O sambista e a fotografia - Murillo Côrtes & Rhayani Paschoalim


Quando me peguei admirando aquela fotografia,

Eu tive uma súbita vontade de cantarolar um samba,

Não sabia quem era, quantos amores tiveras,

Quimera!

Quem dera eu, um simples poeta de bamba,

Compor as canções que essa foto demanda.

Naquele retrato seu sorriso abstrato fez-se companhia.

Preencheu todo o espaço vazio que ali dentro existia.


Quem sabe eu possa te encontrar algum dia,

Não me importo se com outros já dividistes a cama,

Pois agora já era, que passado tiveras?

Primavera...

Quem dera chegasse e me mostrasse o caminho,

E mudasse minha vida da água pro vinho.

A fotografia que antes era um vão branco, ganhará mais alegria.

Um simples flash pode irradiar nosso dia.


(Cantarolando sambas)

(Cantarolando sambas)

Visitei sua foto, estampei sua figura...

Loucura?

Quando te encontrei eu já soube,

Que é a imagem perfeita para aquela moldura.

Poente - Murillo Côrtes e Rhayani Paschoalim


Tenho uma blusa de lã
Que dá pra usar mesmo sem sutiã.
Tenho um sério sorriso chocho.
Que não ouso estampar no meu rosto.
Tenho medo de tudo àquilo que é
Resolvido, indestrutível, de muita fé.

Mas nada impede que o meu cachecol,
Me enrole, me esquente, encontre, invente.
Pode cair chuva, ou pode fazer sol,
Que eu me escondo, poente, como um caracol.


Já viajei o mundo inteiro.
Já pintei meus lábios com batom vermelho.
Conheço duendes, fadas, serpentes.
Experimentei cerveja quente, degustei da aguardente.
E hoje me enxergo como outra mulher,
Que é independente, sem preconceitos e faz o que quer.


Mas nada impede que o meu cachecol,
Me enrole, me esquente, encontre, invente.
Pode cair chuva, ou pode fazer sol,
Que eu me escondo, poente, como um caracol.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Todos estão bem - Murillo Côrtes



Eu não sei se você pode me ouvir,
Mas mesmo que não possa eu vou estar sempre aqui,
Com ou sem novidades, com lembranças marcadas e saudade,
Com ou sem esperança, mas sempre sonhando com uma nova mudança.

E o que eu fiz pra comer no natal?
E as flores que murcharam no quintal?
E as fotos penduradas na sala?
E naquela viagem o que eu coloquei na mala?

Eu estou bem, nós estamos bem,
Eu estou bem, nós estamos bem.

As crianças cresceram e não querem mais me ouvir,
Mas ainda me ligam pra saber se ainda estou aqui,
Com ou sem novidades, com mentiras planejadas e sem saudade,
Com ou sem esperança, me espera que eu já tô preparando a mudança.

E me espera que eu vou antes no natal,
E as flores vão queimar lá no quintal
Ficarão somente as fotos na sala,
E nessa viagem, eu não posso levar mala.

Eles estão bem, eles vão ficar bem,
Eles estão bem, eles vão ficar muito bem.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tudo Mudou - Murillo Côrtes Oliveira


Antes eu sabia no que podia confiar,
Antes eu entendia o que eu sentia,
Antes eu queria, eu amava, eu fazia,
Antes eu sofria, eu chorava, eu sentia.

Tudo mudou, e agora?
Tudo mudou, vambóra?

Depois é definitivo, absoluto,
Depois é consequencia, é maduro,
Depois, é sozinho, é vazio, é escuro,
Se o presente é esse, eu não quero o futuro.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Beleléu - Murillo Côrtes Oliveira


Eu não posso nem pensar em morrer e deixar tudo isso aqui,
Todos esses acordes escondidos, que eu vou deixar de ouvir,
Eu não quero sumir e deixar todos os discos empoeirados,
E quando não me couber mais nada, eu mesmo me coloco nos classificados.

Por favor eu não quero ir pro beleléu,
Ainda tenho muita coisa para conhecer,
Pai me espera mais um pouco ai no céu,
Que eu chegando canto um samba pra você.

Quantos discos do Roberto vou deixar de ouvir?
E quantos shows do Grande Tim eu vou deixar de assistir?
Sem dizer nos discos do Chico que não vou decorar?
E todos os funks que eu nunca poderei dançar?
Nem pensar meu irmão, isso não tá no contrato!
De música eu vivo, e sem música eu me mato.
Naquele rock que eu expresso todo o meu ser,
No samba que eu danço sem saber o porquê,
No xote coladinho onde eu posso dar uns "xêro",
No rap da favela que ganhou o mundo inteiro,
Tudo que eu quero nessa vida é de cantar, é ficar rouco,
Só de pensar o quanto eu perco eu começo a ficar louco!
Tenho tanta melodia pra tirar, ainda tenho tanta letra pra pensar!
Tantas idéias que eu poderia ter, Tantas canções que eu poderia conhecer!
Tantas mensagens de amor,
Se eu não canto tu me chama, só te peço


Por favor eu não quero ir pro beleléu,
Ainda tenho muita coisa para conhecer,
Pai me espera mais um pouco ai no céu,
Que eu chegando canto um samba pra você.





quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Café - Murillo Côrtes Oliveira


Grãos, espalhados nos cômodos, e eu fico só,
Grãos, dependente, viciado, desantando esse nó
Arrumei um jeito de esconder o seu cheiro,
Torrados, tostados no seu travesseiro.

Não quero dormir pra não lembrar,
Pra não fechar os olhos e sonhar,
Com o que não aconteceu.

Guaraná e cafeína, de segunda a domingo,
Olheiras e taurina, e eu continuo dormindo.
Arrumei um jeito de não lembrar do seu beijo,
O antídoto acaba, mas na borra eu te vejo.

Não quero dormir pra não lembrar,
Pra não fechar os olhos e sonhar,
Com o que não aconteceu.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Improviso - Murillo Côrtes Oliveira



Sem sentido, sem caber em um lugar,
definido, sem mais regras para ignorar.
Não tenho armas na mão,
Pra dar um fim nessa solidão.

E nesse ângulo, que eu vejo o sol,
Vem na mente o que eu não quero lembrar,
Minha confiança se perde,
Mas eu sigo, e tento improvisar.

O salitre acumulando na janela,
O apartamento estampado em bromélias,
Já vão murchar outra vez,
E vão sumir com tudo que a gente fez.

E nesse ângulo, que eu vejo o sol,
Vem na mente o que eu não quero lembrar,
Minha confiança se perde,
Mas eu sigo, e tento improvisar.



terça-feira, 17 de agosto de 2010

Saber viver - Murillo Côrtes Oliveira


Estou reaprendendo a viver,
Sabendo que você não está do outro lado da linha,
Estou aprendendo a viver,
Nessa vida onde eu não tenho nada do que tinha.
Na minha cabeça eu pensava que era capaz,
De acreditar que eu podia esquecer o restante,
E só de lembrar da falta que você me faz,
Descobri que saber viver é uma busca incessante.

Saber viver não é esquecer,
Saber viver é uma arte!
Saber viver não é perder,
Mas saber que perder também faz parte.

E eu quebro todas as regras possíveis,
E esqueço todas minhas cantadas previsíveis,
Eu esqueço o homem que eu quero ser,
E sou só eu, e tudo que eu posso te oferecer.

Saber viver não é esquecer,
Saber viver é uma arte!
Saber viver não é perder,
Mas saber que perder também faz parte.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Zé Figura - Murillo Côrtes Oliveira



José viajante, incontante, Zé amante
José que namora, se enrola, se embola,
José figura, não se segura, Zé sem frescura
Que não se engana, desencana, que só reclama!

O zé reclama do trabalho,
Da má sorte no baralho,
Do aumento no salário,
Reclama do que restou,
Reclama do tempo que ficou,
Sem perceber que a sua vez de reclamar já passou.

José amante, inconstante, viajante,
José se embola, se enrola, depois namora,
José sem frescura, não se segura esse Zé figura,
Que só reclama, mas não se engana, desencana!

O zé reclama do salário,
Da má sorte no trabalho,
Do aumento no baralho,
Reclama do que ficou
Reclama do tempo que passou,
Sem perceber que a sua vez de reclamar já restou.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Certeza - Murillo Côrtes Oliveira

Já era manhã de terça e ainda insistia aquele vazio no peito,
Eu sonhando acordado, pensando no nosso fim de semana perfeito,
O sono insistia em sumir e me deixar aqui solitário,
O amor que outrora escondido sumiu com as portas do meu armário.

E agora sou assim, um velho novo eu, utopia esquecida,
E agora tento ser assim, ser todo seu, sem portas de saida.

Certeza, é tudo que eu quero e posso ter,
Certeza, de que tudo que eu amo só existe em você,
Certeza, de que a distância é uma mera ilusão,
Certeza, de que toda essa certeza não pode ter sido em vão.


Já era noite de sexta e eu percebi que não tinha mais jeito,
Meu violão calado e suas fotos na estante não tinham nenhum defeito,
As notas insistiam em sumir e deixar os versos solitários,
O caderno que outrora escondido era capa essencial em outros vários armários

E agora sou assim, um velho novo poeta, sonho realizado
E agora eu vivo assim, um grande e antigo pateta, romance que nunca é passado.

Certeza, é tudo que eu quero e posso ter,
Certeza, de que tudo que eu amo só existe em você,
Certeza, de que a distância é uma mera ilusão,
Certeza, de que toda essa certeza não pode ter sido em vão.


Meus lápis desgastaram e minhas rimas se esgotaram,
Mas ainda tenho muito, as palavras nunca param.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Vem Cáh – Murillo Côrtes Oliveira


Ainda não sei o que foi que se passou,

Se foi uma dança, um olhar ou um sorriso.

Novos horizontes pra semear o que restou,

E devolver tudo o que eu tinha perdido.


Você lê minha mente, com sua bola de cristal,

E depois me decora, pra fazer tudo igual.


Vem Cáh, Xô te ensiná a falá uai

Vem Cáh, Que desse xote cê não sai,

Vem Cáh, Xô te amar um pouco mais,

Larga tudo e vem pra mim, pra minha Minas Gerais.


Olhando pro mar e pra beleza de Salvador,

Tentei me esquecer de tudo que eu tinha sido,

Mas em Minas em guardo tudo aquilo que eu sou,

Vem Cáh, vamo morá lá no "Dão" comigo.


Te ensino a falar, porta, porteira e portão,

Ó pai ó mainha, dá atenção pro meu refrão.


Vem Cáh, Xô te ensiná a falá uai

Vem Cáh, Que desse xote cê não sai,

Vem Cáh, Xô te amar um pouco mais,

Larga tudo e vem pra mim, pra minha Minas Gerais.


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Outono - Murillo Côrtes Oliveira


Eu só precisava de um amor, de um romance esquecido,
De um abraço apertado, pra me manter aquecido,
De crescer com alguém, de esquecer as conseqüências.
De renovar meus princípios, e ignorar evidências.

É sempre no Outono que vem essa solidão,
É sempre na partida, quando vem o verão,
É quando vejo um casal no banco da praça,
É quando vejo que dizer te amo já não tem tanta graça.

Fechei meus olhos, e não te encontrei,
Mas me confortava saber que você estava ali,
Como aconteceu até hoje não sei,
Mas tudo ficou mais claro quando te vi...
Pela primeira vez, na nossa estação,
O outono é esquecido, mas não existe em vão,
Pra me lembrar como antes não existia verão.

É sempre no Outono que vem essa canção,
É sempre na chegada desse nobre vilão,
E quando eu sento naquele banco da praça,
Eu mostro que o outono não existe, é farsa!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Rejuvenescer - Murillo Côrtes Oliveira


Queria a vida não fosse tão efêmera,
Pra que no mundo não existisse mais saudade,
Queria que o mundo fosse muito maior,
Pra que suas voltas fossem como a eternidade.

De quando em vez a surpresa me domina,
E descobri que essa é a minha sina,
É como se o céu estivesse sob o meu pé,
E eu não pudesse depositar toda minha fé,
No relógio que me guia, nas rugas que me somem,
No sol de cada dia, nas dores que me consomem.

Vou ter que aceitar viver com a verdade nua e crua,
Mas a lua vem antes do sol, ou o sol vem antes da lua?
Prefiro viver intensamente, deitar as costas na grama,
Sentir o vento no rosto, o sopro da vida que chama,
Aproveitar todas as coincidencias, e não ficar esperando a sorte,
Fechar os olhos da vida pra nascer chorando minha morte.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Con(s)certo - Cláudio Rocha da Silva Júnior



Ontem eu pensei nas coisas que passamos e nas que estamos,
existe sempre um porque.
Que triste foi quando parti, mais voltei e livre somos para estar.

E se fosse vc que tivesse ido, sofrido, teria sido,
Mas ao contrário sorrimos, pois mais um dia vamos viver.
Me libertei dos conselhos da vovó, lavei o pó, troquei os rumos,
Já nao mais clichê.

E se o destino nos trair e algum dia eu cair,
Já dizia vovô que há sempre um concerto no que restou,
Ou num palco do governo.

Pobre do meu suin, guilhotina me tirou,
A melhor parte de ser moleque, pouca herança me sobrou.

Partiremos entao para nossa eternidade,
Mas vamos nos apressar,
Pois ela termina as 18 horas da tarde.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Constância - Murillo Côrtes Oliveira



É inevitável sentir saudade dessa vida que não existe mais,
O que eu posso fazer pra trazer de volta minha paz?
Não quero tomar a decisão, não quero responsabilidade,
Não vou deixar que o amor, se transforme em saudade.

Você e eu temos tudo pra nos amar como antes,
Mas porque minhas fotos não estão mais na sua estante?!
Tantos pontos a favor, e só um contra o nosso amor...
E mesmo nesse estado, o seu não é constante.

Procurei por vários anos nos arredores de Ribatejo,
Sentei naquele bar, senti o som do realejo,
Abri aquele livro, das poesias de Camões,
Enquanto me acalmava com aquelas canções,
Esperei você por tempos, eu nunca perdi a esperança,
De te encontrar novamente na nossa linda Constância.



Prece - Murillo Côrtes Oliveira



Toda essa luta, e esse exemplo de vida,
Não refletem toda essa admiração reprimida,
E eu não tive tempo de dizer, eu não tenho tempo pra esquecer.

O seu rosto ainda está na minha mente, e mais do que nunca eu te sinto presente,
Não só na memória ou no meu coração, não são fotos, videos ou nenhuma canção,
Sua alma transborda de dentro de mim, e por isso acho que hoje sou assim...
Mais maduro, mais sincero, mais guerreiro, mais amor, mais coração, mais parceiro.
Que reflita esse amor entre todos os povos, sua ajuda eu peço hoje que eu me renovo...
Não me deixe ser mais aquele humano, que por quando não passou de um grande engano...
Prefiro ser mais forte, mais honesto, mais verdadeiro. Preciso ser batalha, ser grande, ser BRASILEIRO.

Coração brasileiro não pensa que é forte,
Até descobrir, tudo que ele pode.
Coração brasileiro não pensa que é forte,
Somos todos guerreiros, somos filhos de Jorge.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Influências - Murillo Côrtes Oliveira



Aquele rock e aquele samba que eu te fiz,
Guitarra distorcida com batuque de raiz,
Mistura de "Texas Flood" com "Flor de Liz".

E você não deu valor, uma genuína prova de amor,
Eu não sou Chico nem nunca vou ser,
Não vou cantar "Olhos nos olhos" pra você.

Eu bem que tentei fazer uma nova canção,
Mas o amor é incerto e parece paixão,
Só sei ser romântico com uma guitarra na mão.

E você não deu valor,
O meu blues é uma prova de amor,
Tentei ser Clapton mas não posso tocar,
Você não é "Lailla" mas pode sonhar.

Tudo é prazer - Murillo Côrtes Oliveira



Eu preciso te dizer e não sei o que vai pensar de mim,
Eu nasci com esse jeito, não pedi pra ser assim.
Uma letra inteligente, e uma melodia de verdade,
Sem acordes desafinados, sem deixar pela metade,
Tudo é prazer, tudo é sensação.
Tudo pelo amor, tudo é tesão.

Me toca um samba ou um blues, faz seu rock falar
Mas toca bem forte pra eu poder me excitar.

Guitarras distorcidas, amores em vão,
Batidas eenergizantes com sexo pagão,
Não sei pra você mas pra mim o rock n roll,
É mais prazer do que sexo, e traduz quem eu sou.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Marcela


Enquanto você quer uma mudança sem volta

Eu sou líder repentino de uma nova revolta

Estou aqui pra te mostrar o outro lado da moeda

Não estou aqui pra lutar, mas pra evitar outra queda.


Eu sei que a saudade é pior com o tempo,

E que o amor não se perde com um simples tormento

Te ter longe é pior nos momentos de cansaço,

Impossível não sentir falta do teu abraço.


Sinto-me feliz por você ter o que eu não tive,

Essa vida repleta de lutas e lagrimas,

Que ensinaram que só é feliz quem vive,

E não olha o passado voltando as paginas.


Eu não tenho a formula da felicidade,

Mas sei que tenho muito a aprender contigo,

Que pena que você é fruto da minha saudade,

E quando estou com você não estou mais comigo.


Agradeço a Deus por te colocar no meu destino,

E sei que o amor não passa de um desatino,

A minha força é saber que você precisa de mim,

E que te amo e preciso de você assim,

Só pra mim.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tendência


Me disseram que não posso mais falar,

Daquele velho sentimento pra você,

A tendência diz pra mim e eu obedeço,

E agora meu amor fazer o quê?


Se o mundo diz que o amor é démodé,

Eu me obrigo à seguir essa tendência.

Se você acha que eu gosto de você, (HÁ!)

Me desculpe meu amor a indecência.


Eu te quero é pra seguir toda a minha decadência,

Eu te quero pra usar...

TODA a sua inocência!